O Totalitarismo está sempre à espreita

No dialogando de hoje, inicio citando Santo Agostinho abro aspas “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

No Brasil, como um tsunami, teve as suas as ruas tomadas neste 15 de maio, dia de grandes manifestações que, além de pedagógicas para nós, brasileiros, também o foi para o Mundo. Estamos reagindo e mostrando caminhos libertários ao sistema carcomido pelo ódio e a ganância.
Presos nas mesmas formas de afetos na Esfera Pública Política, se agem pelo medo e a esperança, sem autonomia com a manipulação da informação, nos deparamos, no cotidiano, com o sujeito genérico. Neste atual contexto, como evitar regimes de terror?
Em “Breve Século XX”, por Eric Hobsbawm (1914-1991), afirma que o Mundo passou por uma curta Era de Ouro, entre uma crise e outra, e entrou num futuro desconhecido e problemático, mas não necessariamente apocalíptico.
Não há como esperar soluções prontas, ou ideias e nem respostas claras para todos os momentos. Crise da razão iluminista, na certeza onde pensávamos que a Razão seria emancipadora tornou-se mais aguerrida aos interesses do capital e, no nível da aparência, entrou em colapso no século XX, quando de onde se esperava, em tese, a atitude ética seria superior ou mais responsável.
A compressão de Espaço e Tempo marcada pela instantaneidade e pela velocidade, sobretudo, e obviamente também sobre a nossa própria vontade. Valores, Códigos, Políticas, Instituições tudo se transforma vertiginosamente.
O crescimento dos ideais totalitários ligados ao grande capital está sempre à espreita e nunca podemos deixar de lado a reflexão no pensar. No espaço Público Político temos muito a falar para o Século XXI.
As décadas finais do século XX com a queda da URSS, a reunificação da Alemanha e o retorno do Leste europeu ao Mundo capitalista, agilizou a expansão do capital atrelado a uma única ideia de sucesso: o Capitalismo Ocidental. Quando, no alvorecer do Século XXI fomos impactados com a queda das Torres Gémeas do Word Trade Center, em Nova York, Estados Unidos da América, emergem então, das profundezas da obscuridade, os discursos de ódio, xenofobia, racismo, argumentos de supremacia de toda ordem e a legitimação da força. Com o do fardo da insegurança e incerteza somos assombrados a cada instante, em situações das quais pensávamos imponderáveis.
No entanto, também no início do século XXI, assistimos à construção de novas relações econômicas e políticas inclusivas em algumas regiões do Planeta, como Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e Venezuela, na América do sul; idealizadas e lideradas pelo Brasil, foram construídos novos mecanismos econômicos que colocaram em cheque os antigos, como a criação dos BRIC’s, ou ainda, ajuda técnica fornecida pelo Brasil a alguns países africanos. Tais políticas associadas ao esgotamento de recursos em algumas regiões centrais do sistema e à perda relativa da hegemonia, entre outros fatores, deram forças à reação também em níveis mundiais, do sistema.
Assim, as antigas elites mantêm-se no poder plantando na sociedade uma suposta moral e bons costumes, colocando em perspectiva grupos conservadores, que provocam sentimentos morais e emocionais dos indivíduos, capturando-lhes o pensar para fins políticos.
A quebra do marco civilizatório por Bolsonaro, agrediu um povo advindo dos governos Lula e Dilma e acorda no “MAIO Brasileiro”, burburante, numa massa crítica em franca Balburdia puxada pela juventude e pelos vários setores ligados à Educação, airando Democracia
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